quinta-feira, 2 de julho de 2009

Jornalismo: Profissão ou Dom?



Desde 2006, os jornalistas brasileiros vivem um grande dilema, quanto a obrigatoriedade do iploma para o exercício da profissão. Com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de revogar a Lei de Imprensa que era de 1964 (época da ditadura), o diploma de jornalista não é mais objeto "sinequanon" para que o brasileiro exerça essa honrosa profissão.


A decisão do STF alforriou os jornalistas práticos, mas causou indgnação nos jornalistas formados que alegam terem estudado tanto para conseguir o diploma, e outros que nunca sentaram numa cadeira de Universidade, disputam o concorrido mercado de trabalho de igual pra igual. Diante disso, faço a seguinte pergunta: Jornalismo é uma profissão ou um dom? A pergunta vem referendar o trabalho de jornalistas práticos, que por um motivo ou outro não puderam cursar uma faculdade, mas se dedicam a arte de escrever, falar, apresentar, etc., e o fazem com maestria, salvo-se as exceções. Sendo assim, temos a obrigação de reconher a habilidade jornalística de pessoas desse gabarito como, o presidente da ALBEARTES José Bruno dos Santos, o "feeling" do repórter Renato Costa (o amarelinho) para as notícias, a versatilidade do secretário de comunicação de Floriano-PI Nilson Ferreira, Ariano Suassuna, entre outros.


Com a experiência adquirida na área de comunicação ao longo de 12 anos, considero o jornalismo um dom e como tal não se forma, se aperfeiçoa. O verdadeiro jornalista já nasce com esse dom, com essa tendência, apenas necessita ser lapidado para que o produto final seja uma preciosidade.


Muita gente faz curso de comunicação não porque tem vocação, mas para ostentar a posição honrosa de jornalista e entrar para o time seleto dos que formam o 4º Poder. E quando o assunto é jornalismo na tv, cresce o número dos portadores de diploma que correm atrás do glamour, porém sem nenhuma vocação. Infelizmente muitas emissoras estão interessadas apenas num rostinho lindo para ornar a tela da tv, sem se preocupar com o conteúdo do profissional.

Não podemos ignorar os efeitos do avanço tecnológico e da globalização influenciando em várias tendências e conceitos, um deles o de que, o protagonismo da informação deixou de ser privilégio de poucos.

Outrossim, considero muito importante um preparo acadêmico para o aperfeiçoamento do profissional, mas que a falta do diploma não se transforme num deserto árido, acabando com o sonho de quem tem fome e sede pela noticia.






Francilmar Vieira - Jornalista Prático - DRT-PI 1206