sábado, 4 de julho de 2009

Diploma obsoleto!


Opinião da amiga jornalista Hoslânia Marques, sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão.

Nada contra o jornalista prático. Pelo contrário. Sou uma das poucas pessoas formadas em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, diga-se de passagem, com muito esforço, sacrifício e dedicação, e que não é radical quanto ao diploma. Sou admiradora de quem parece ter nascido para ser jornalista, e que por falta de oportunidade não pode estudar, associar vocação, talento, técnica, conhecimento! E nesta lista estão dois dos meus mais próximos companheiros de profissão dos últimos 8 anos, por quem tenho o maior respeito e consideração, tanto pessoal quanto profissionalmente. Mas daí a aplaudir a decisão do STF em banalizar o diploma que a maioria formada conseguiu com dificuldade é demais.
Volto a afirmar. Não sou radical quanto ao exercício da profissão por quem tem o jornalismo nas veias. Para este seleto grupo, defendo a criação de mecanismos comprobatórios que possam dar-lhes o direito de conseguir o registro profissional para atuarem sem medo de serem perseguidos por diplomados, muitos sem o mínimo talento para a escrita. Ainda assim, acho arbitrária a decisão do STF em derrubar diploma. A sensação é de perda de tempo para quem já passou no mínimo quatro anos e meio na faculdade, e de desinteresse para buscar a formação superior para quem ainda não tem o diploma.
Neste ponto, me volto para Floriano. Nós, da área, formados, atuantes, práticos ou militantes, vivíamos uma batalha sem armas para trazer o curso de Comunicação Social para nossas universidades. Formar um jornalista não é barato. É preciso investir altas somas em equipamentos e tecnologia de última geração, em material humano no mínimo especialista na área. Tudo muito caro. A luta perdeu a força. Ora, para que fazer gastos se o STF fez o diploma de jornalista ficar obsoleto?!

Hoslânia Marques – jornalista – DRT: 044/TO